FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO - FASC

Santa Cruz do Rio Pardo – SP

 

 

Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES

Comissão Própria de Avaliação da FASC

 

Proposta de Auto-avaliação

 

 

PROPOSTA DE AUTO-AVALIÇÃO INSTITUCIONAL

 

 

 

1. Justificativa

 

        A Proposta para um Sistema Integrado de Avaliação institucional assinala o caráter articulado da avaliação que deverá reunir atividades-meio e atividades-fins, permitindo analisar as interfaces e fluxos dos vários setores com um diagnóstico mais orgânico dos processos, bem como, articular o modelo de gestão e os indicadores de qualidade às ações avaliativas.

        Acentua-se que não é possível avaliar sem definir rumos mais amplos que determinem o que se deseja com o ensino, a pesquisa e a extensão, quais são as funções da instituição perante a sociedade, ou seja, a avaliação requer parâmetros e decisões claros, por parte da comunidade acadêmica e dos gestores das IES.

        Parte-se do pressuposto de que nada adiantará o levantamento preciso de indicadores para a avaliação institucional, se não houver a determinação dos rumos mais amplos, já que os reparos a serem feitos, dependem essencialmente dos objetivos e metas a serem alcançados e que devem ser consoantes à Missão Institucional, aos seus princípios e valores. Motivo pelo qual a Faculdade de Administração de Santa Cruz do Rio Pardo - FASC, toma o Plano de Desenvolvimento Institucional como base para todos os seus processos e, essencialmente, para o desenvolvimento da sua auto-avaliação.

        Outro aspecto enfatizado é a percepção contínua e subsidiária da avaliação. Ela deve oferecer dados para a tomada de decisão, constituindo-se num guia para o aprimoramento, mudança ou manutenção das ações executadas ou a serem executadas na instituição. Constitui-se como um eixo condutor do planejamento institucional e da gestão, permitindo o acompanhamento das ações desenvolvidas e os ajustes necessários ainda na execução.

        As bases teóricas da proposta apontam a interface entre teóricos da gestão escolar e da avaliação institucional, tendo como premissa a avaliação qualitativa, de caráter dialético.

 

2. Concepção

 

A concepção de avaliação que orienta o processo de avaliação institucional da Faculdade de Administração de Santa Cruz do Rio Pardo - FASC, configura-se nas seguintes características:

a) É uma atividade intrínseca ao processo de planejamento;

b) É um processo contínuo, geral, específico e busca integrar ações;

c) Faz a crítica de suas ações e dos resultados obtidos;

d) Procura conhecer e registrar as limitações e possibilidades do trabalho avaliado;

e) É democrática, apresenta a priori os aspectos a serem avaliados, envolvendo a participação dos sujeitos;

f) É transparente quanto aos seus fundamentos, seu enfoque e, principalmente, no que se refere à utilização dos seus resultados.

 

 

3. Princípios

 

 

Um programa de avaliação só terá sucesso se for norteado por alguns princípios que possam garantir a busca da qualidade do ensino da instituição.

 

4. Metodologia

 

 Consistirá na avaliação interna ou auto-avaliação, assim denominada por ser o momento em que a própria comunidade irá se posicionar a partir das informações coletadas e sistematizadas pela CPA e diversas subcomissões. Desse modo, trata-se de uma oportunidade privilegiada para que a comunidade acadêmica faça uma reflexão sobre as suas diversas atividades e tenha possibilidade de conhecer e analisar criticamente a faculdade em sua globalidade, propondo medidas corretivas, tendo em vista a questão da qualidade. O eixo norteador das discussões repousa na possibilidade de comparar os objetivos propostos nos seus planos e o que a instituição, por meio dos seus diferentes setores, vem de fato realizando.

                Este processo de auto-avaliação é desenvolvido pelos próprios segmentos, docentes, técnico-administrativos, estudantes e dirigentes sob a coordenação da CPA.

 

 

                Os instrumentos e os sujeitos que participam no processo de auto-avaliação estão definidos em cada sub-comissão a ser definida.

          Adotar uma metodologia adequada é uma exigência que deve ser atendida ao se planejar o processo avaliativo. Dependendo do enfoque teórico, os métodos avaliativos podem ser classificados de diferentes modos. Segundo alguns teóricos eles são classificados como não-invasivos e invasivos. O primeiro não pressupõe qualquer interação entre o avaliado e os participantes no processo, analisando pistas físicas, notas de observações e de arquivos. O segundo baseia-se na interação dos avaliadores com os participantes do processo, com aplicação de testes de conhecimento, levantamentos de valores, atitudes e comportamentos.
          A abordagem, por sua vez, pode ser qualitativa – a qual busca compreender o ponto de vista dos envolvidos quanto às características de um programa e seus resultados. Já a abordagem quantitativa parte de parâmetros pré-estabelecidos, que possam ser traduzidos em termos numéricos; nela a quantificação é enfatizada como fator de discussão do objeto em avaliação. Contudo “estas duas abordagens não têm que ser mutuamente excludentes e a verdade é que a maioria das avaliações pode se beneficiar da incorporação de ambas as perspectivas no plano de avaliação” (Dey, E. L.; Fenty, J. M. apud Patton,1997).

         Um Programa de Avaliação Institucional deve utilizar uma estratégia que contemple as dimensões interna e externa, conjugando os aspectos quantitativos e qualitativos da realidade a ser examinada. Esse projeto pretende não só a busca de qualidade para o seu trabalho interno, mas também a satisfação das necessidades do seu ambiente externo, sua clientela e mercado, com vistas a enfrentar os desafios do futuro.

         A aplicabilidade de qualquer técnica para um propósito particular depende de um grande número de fatores, os quais precisam ser cuidadosamente considerados desde o início do processo avaliativo, o qual deve ser coletivo, participativo e organizado.

         Diante das rápidas transformações sociais, tecnológicas e comportamentais, este projeto pretende, através da busca da qualidade interna, obter a legitimação externa, com a satisfação de sua clientela e do crivo social. Portanto, em termos metodológicos, não se pode perder de vista a especificidade das características internas, nem tampouco deixar de lado padrões externos que permitam a comparabilidade. A CPA adota uma perspectiva quali-quantitativa, optando pela combinação de métodos e técnicas que mais se coadunam com as características da instituição, utilizando-se de uma avaliação diagnóstica formativa.
         Dada a extensão da avaliação de uma instituição, faz-se a análise e discussão por curso, atentando para que se mantenha o sentido de globalidade e não haja diluição dos resultados ou dos efeitos de medidas geradas pelo processo.
          São várias as formas de estruturação de um Projeto de Avaliação Institucional. A forma adotada por esta IES compreende seis fases que, por sua vez, subdividem-se em etapas de execução, todas elas interdependentes e complementares, mas com características e naturezas próprias.
As seis fases que compõem a proposta são:

 

5. Objetivos

 

                • Proceder quantitativa e qualitativamente o diagnóstico das atividades-fim e das atividades-meio, caracterizando-as e identificando em que medida se articulam e correspondem ao papel a ser desempenhado pela instituição.

                •Reunir estudos e orientações que subsidiem a decisão e implementação de medidas que conduzam à execução de um projeto acadêmico socialmente legitimado e relevante quanto a sua repercussão junto à sociedade.

               

• Consolidar uma sistemática de avaliação contínua que permita o constante reordenamento das ações da Faculdade de Administração de Santa Cruz do Rio Pardo - FASC, inclusive em sua articulação com a sociedade em geral.

 

         A CPA tem a função de coordenar e conduzir o processo da Avaliação Institucional, sendo que suas principais atribuições são:

Os objetivos específicos deste projeto são:

 

 

6. Etapas

 

6.1 Preparação, Sensibilização e Divulgação.

 

a) Constituição da Comissão Própria de Avaliação

 

Nome

Segmento que representa

Prof. Mauricio de Almeida 

Coordenador da CPA

Prof. José Carlos Gonçalves de Aguiar

Docente

Adélia de Paula Pimentel

Representante da Direção

Antonio Eduardo Pimentel

Representante da Mantenedora

Simone Cristina Viol Boczkovskia

Discente

Karla Andréa Rodrigues

Sociedade Civil Organizada

Prof. Conrado Rodrigues Segalla

Coord. Curso Direito

Carolina Monteiro de Barros Piran Representante do Curso de Direito

Gelta Gilene Sanches

Secretária Acad. Curso de Direito

 

b)Apresentação do SINAES às diversas instâncias da faculdade;

 

• Diretores

• Coordenação de cursos

• Corpo docente

• Discentes

 

c)        Capacitação da CPA: leitura dos documentos fornecidos pelo INEP e socialização das discussões realizadas no Seminário;

 

d)       formação de sub-comissões futuras;

 

 

 

e) Apresentação e análise do Projeto de Auto-avaliação e sua aprovação.

 

6.2 Cronograma

 

Etapas

2005

2006

2007

1ª Etapa - Constituição da CPA

 

Planejamento: objetivos, estratégias, metodologia, recursos e calendário das ações avaliativas.

 

Sensibilização: reunião do colegiado, apresentação aos alunos e funcionários.

Outubro

 

 

Abril

 

 

 

Junho

 

 

2ª Etapa - Desenvolvimento

 

Instrumentos de coleta de dados

Coleta e análise dos documentos oficiais que expressam as Políticas Acadêmicas em cada dimensão.

Oficinas, grupo focal, pesquisas, seminários, etc.

Replanejamento das atividades de Avaliação Interna e Relatório Parcial.

 

Dimensões da avaliação:

1.   A Missão e o PDI.

2.   A Política para Ensino, Pesquisa, Extensão e Pós-Graduação.

3.   Responsabilidade Social.

4.   Comunicação com a sociedade.

5.   Plano de Carreira.

6.   Organização e Gestão.

7.   Infra-estrutura física.

8.   Planejamento e Avaliação.

9.   Atendimento a estudantes.

10.                                         Sustentabilidade Financeira

 

 

 

 

Agosto

 

3ª Etapa – Consolidação

 

Relatório

Divulgação

Análise crítica

 

 

 

 

Abril

Maio

Junho

4ª Etapa – Ciclo de avaliação

Reiniciar a 2ª Etapa, promovendo um ciclo anual para a auto-avaliação da FASC

 

 

Agosto

 

7. Orçamento

 

           Caberá discussão junto às instâncias superiores para pagamento extraordinário nos períodos de reuniões da CPA e de efetiva aplicação dos instrumentos de avaliação.

 

8. Gestão do Projeto da CPA

 

                A gestão e o monitoramento das atividades da CPA ficam sob a responsabilidade do coordenador da comissão.